A ABNT NBR 5629:2018 estabelece os critérios para projeto e execução de tirantes ancorados no terreno. Em Pelotas, cidade situada às margens do Canal São Gonçalo e sobre depósitos sedimentares da Planície Costeira, a observância dessa norma se torna crítica. As camadas de argila mole e turfa, comuns abaixo da cota de fundação, exigem ancoragens que mobilizem resistência em horizontes mais profundos e competentes. O trabalho do engenheiro geotécnico aqui começa identificando a profundidade exata do impenetrável para evitar fluência sob carga constante. Um programa de investigação que inclua sondagens SPT é o primeiro passo para mapear a estratigrafia e definir o bulbo de ancoragem longe das lentes compressíveis. Sem esse dado, qualquer dimensionamento parte de premissas que o terreno local frequentemente desmente.
Em Pelotas, a profundidade do impenetrável determina o comprimento do tirante. Ancorar em solo mole sem investigação geotécnica de detalhe é assumir risco de fluência e perda de carga.



