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Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Pelotas

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

A ABNT NBR 5629:2018 estabelece os critérios para projeto e execução de tirantes ancorados no terreno. Em Pelotas, cidade situada às margens do Canal São Gonçalo e sobre depósitos sedimentares da Planície Costeira, a observância dessa norma se torna crítica. As camadas de argila mole e turfa, comuns abaixo da cota de fundação, exigem ancoragens que mobilizem resistência em horizontes mais profundos e competentes. O trabalho do engenheiro geotécnico aqui começa identificando a profundidade exata do impenetrável para evitar fluência sob carga constante. Um programa de investigação que inclua sondagens SPT é o primeiro passo para mapear a estratigrafia e definir o bulbo de ancoragem longe das lentes compressíveis. Sem esse dado, qualquer dimensionamento parte de premissas que o terreno local frequentemente desmente.

Em Pelotas, a profundidade do impenetrável determina o comprimento do tirante. Ancorar em solo mole sem investigação geotécnica de detalhe é assumir risco de fluência e perda de carga.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

Acompanhamos a execução de uma cortina atirantada em um edifício comercial de 8 pavimentos na região do Fragata. O lençol freático aflorava a 1,80 m, e o solo até 9 m era uma argila siltosa mole com NSPT entre 2 e 4. A solução passou por ancoragens ativas de 18 m de comprimento, inclinadas a 30°, trabalhando com carga de projeto de 280 kN. A cravação da perfuração enfrentou o desafio de manter a estabilidade do furo em solo coesivo saturado, sendo necessário revestimento contínuo. A injeção de calda de cimento foi controlada em múltiplos estágios para garantir a formação de um bulbo com diâmetro efetivo mínimo de 120 mm. Antes da cravação, complementamos a campanha com um ensaio CPT para refinar o perfil de resistência de ponta e atrito lateral, dado que a variabilidade local dos depósitos de canal pode mudar em poucos metros. Em zonas de aterro sobre solos moles, técnicas como colunas de brita são frequentemente associadas para melhorar o maciço antes da instalação dos tirantes.
Projeto de Ancoragens Ativas e Passivas em Pelotas
Imagem técnica — Pelotas

Considerações locais

A expansão urbana de Pelotas, impulsionada historicamente pelo ciclo do charque e pela logística portuária, ocupou extensas áreas de banhado e várzea drenadas artificialmente. Esse desenvolvimento legou um passivo geotécnico: solos com alto teor de matéria orgânica, baixa capacidade de suporte e lençol freático elevado. Em cortinas ancoradas, o risco primário é a perda de carga por fluência do bulbo em argila mole ou por corrosão em ambiente saturado. A NBR 5629 exige ensaios de recebimento e de qualificação em no mínimo 5% dos tirantes, mas em contextos como o de Pelotas recomenda-se ampliar essa amostragem, sobretudo nas ancoragens ativas. A proteção anticorrosiva deve ser dupla (bainha corrugada mais calda injetada) em trechos onde o pH do solo for inferior a 4,5, condição encontrada em alguns pontos com decomposição de turfa. Ignorar a agressividade química do meio é a falha mais comum e de consequências mais graves.

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Marco normativo

ABNT NBR 5629:2018 – Execução de tirantes ancorados no terreno, ABNT NBR 6122:2019 – Projeto e execução de fundações, ABNT NBR 6118:2014 – Projeto de estruturas de concreto, EN 1997-1 (Eurocódigo 7) – complementar para verificações geotécnicas

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Carga de trabalho típica (ativa)200 a 450 kN
Comprimento livre mínimo (NBR 5629)≥ 5,0 m
Inclinação de perfuração usual15° a 30° com a horizontal
Diâmetro do bulbo após injeção100 a 150 mm
Pressão de injeção da calda0,3 a 0,8 MPa
Resistência à compressão da calda (28d)≥ 25 MPa
Fator de segurança global (provisório)≥ 1,50

Perguntas frequentes

Qual o valor de um projeto de ancoragem em Pelotas?

Um projeto completo de ancoragens ativas e passivas parte de R$ 100.000, considerando investigação geotécnica, dimensionamento e emissão de ART. O valor final depende da complexidade da obra, do número de tirantes e da campanha de ensaios de carga exigida.

Como as ancoragens ativas são testadas em Pelotas?

Os ensaios seguem a NBR 5629. Realiza-se ensaio de qualificação em tirantes representativos, carregando até 1,75 vez a carga de trabalho, com medição de deslocamento. Depois, executam-se ensaios de recebimento em todos os tirantes, aplicando 1,4 vez a carga de projeto e monitorando a estabilização da fluência.

As ancoragens podem ser usadas em solo mole como o de Pelotas?

Sim, desde que o bulbo de ancoragem seja executado em uma camada competente abaixo do pacote de solo mole. As sondagens SPT e os ensaios CPT são indispensáveis para identificar a profundidade exata onde o solo oferece resistência suficiente para suportar a carga de projeto sem fluência excessiva.

Qual a diferença entre ancoragem ativa e passiva?

A ancoragem ativa é protendida, ou seja, recebe uma carga de tração aplicada antes de entrar em serviço, eliminando deslocamentos. A passiva só mobiliza resistência quando o maciço se deforma. Em contenções de Pelotas, as ativas são preferidas para cortinas com controle de deslocamento na face.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Pelotas e arredores.

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