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Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Pelotas

Engenharia geotécnica com critério regional.

SAIBA MAIS

As formações sedimentares da Planície Costeira Sul-Rio-Grandense, com extensos depósitos de argilas moles e areais saturados, impõem um rigor absoluto no controle de compactação em Pelotas. O método do cone de areia, normalizado pela ABNT NBR 7185, responde diretamente à necessidade de aferir o grau de compactação alcançado em campo, especialmente nas imediações do Canal São Gonçalo e na zona portuária, onde o nível freático elevado pressiona os aterros. Diferente de ensaios indiretos, o cone de areia fornece uma medida volumétrica direta da massa específica aparente seca in situ, eliminando incertezas sobre bolsões de ar ou heterogeneidades da brita graduada. Para complementar a investigação da resistência da fundação, o ensaio de placa com carga permite verificar a capacidade de suporte real após a compactação controlada.

O cone de areia é o método de referência da ABNT NBR 7185 para controle de compactação, com erro inferior a 3 por cento na determinação da massa específica seca em campo.

Nossas áreas de serviço

Metodologia e escopo

Durante a execução de uma plataforma logística às margens da BR-392, a equipe de fiscalização exigiu a verificação do Proctor em camadas de 30 cm de aterro argiloso. O ensaio de densidade in situ com cone de areia foi executado em malha de 20 metros, revelando pontos isolados com desvio de compactação inferiores a 95 por cento, exigindo recompactação localizada antes da liberação do radier. A técnica consiste em abrir uma cavidade de aproximadamente 10 cm de diâmetro, extrair todo o material, e preencher o volume com areia calibrada de massa específica conhecida, contida em um frasco com válvula. A pesagem subsequente do material removido, combinada com a determinação da umidade pelo método Speedy, entrega o desvio de umidade e o grau de compactação em menos de uma hora. Em áreas com risco de liquefação, a densidade do solo é um parâmetro de entrada crítico para análises de potencial de liquefação em eventos sísmicos.
Ensaio de Densidade In Situ com Cone de Areia em Pelotas
Imagem técnica — Pelotas

Considerações locais

O erro mais recorrente em obras de terraplenagem em Pelotas é liberar a camada de aterro baseando-se apenas na rolagem visual do rolo compactador, sem realizar o ensaio de densidade in situ. A falsa sensação de plataforma firme esconde bolsões de argila mole não compactada que, sob as primeiras chuvas intensas ou variação do lençol freático, sofrem recalques diferenciais imediatos, trincando pavimentos rígidos e desalinhando bases de equipamentos. O cone de areia expõe esses defeitos ocultos, medindo objetivamente o peso específico aparente seco. Outro desvio crítico é usar areia não calibrada ou com umidade residual, o que distorce o volume da cavidade e invalida o resultado do grau de compactação perante a fiscalização da prefeitura e do DNIT.

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Marco normativo

ABNT NBR 7185:2016 - Solo - Determinação da massa específica aparente in situ, com emprego do frasco de areia, ABNT NBR 6457:2016 - Amostras de solo - Preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização, DNIT 092/2006 - ES - Terraplenagem - Especificação de serviço, ABNT NBR ISO/IEC 17025 - Requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração

Parâmetros de referência

ParâmetroValor típico
Norma de referênciaABNT NBR 7185:2016
Diâmetro da cavidade10 a 15 cm
Profundidade do furo10 a 15 cm (camada compactada)
Areia de ensaioAreia quartzosa calibrada (ottawa)
Massa específica da areiaCalibrada com precisão de 0,01 g/cm³
Determinação da umidadeMétodo Speedy (speedy) ou estufa
Aplicação típicaAterros, bases granulares, subleito
Frequência de controle1 ensaio a cada 100 m² por camada (DNIT)

Perguntas frequentes

Qual o custo de um ensaio de densidade in situ com cone de areia em Pelotas?

O ensaio de densidade in situ (método do cone de areia) custa a partir de $100.000 por ponto ensaiado. O valor inclui a abertura da cavidade, determinação da umidade pelo método Speedy, cálculo do grau de compactação e emissão do laudo técnico assinado por engenheiro responsável.

Em que tipo de solo o método do cone de areia é aplicável?

A ABNT NBR 7185 limita o método a solos com granulometria máxima de 19 mm, ou seja, argilas, siltes, areias e pedregulhos finos. Não é adequado para brita corrida grossa (rachão) ou solos com muitos vazios interconectados, pois a areia de ensaio pode infiltrar nos poros e falsear o volume da cavidade.

Com que frequência devo realizar o controle de compactação em uma obra de aterro?

Segundo as especificações do DNIT, recomenda-se um ensaio de cone de areia a cada 100 m² de área compactada por camada. Em áreas críticas, como aterros sobre solos moles próximos ao Canal São Gonçalo, a frequência pode ser aumentada para um ponto a cada 50 m² para garantir a homogeneidade da plataforma antes da execução das fundações.

Localização e área de serviço

Atendemos projetos em Pelotas e arredores.

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