Com altitude média de apenas 7 metros e situada às margens do Canal São Gonçalo, Pelotas impõe desafios geotécnicos específicos onde o nível d'água frequentemente aflora a menos de 1,5 m de profundidade. A cidade, com seus mais de 340 mil habitantes, expande-se sobre depósitos sedimentares da Planície Costeira, e o projeto de fundações superficiais precisa lidar com argilas moles que exibem NSPT entre 2 e 5 golpes nos primeiros metros. Nestes cenários, um ensaio de placa executado in situ entrega o módulo de reação real do terreno, enquanto o controle de compactação com densidade cone de areia assegura que o aterro de substituição atinja os parâmetros de projeto. Ignorar a variabilidade destes solos compressíveis ao dimensionar uma sapata corrida pode resultar em recalques diferenciais severos já nos primeiros meses de ocupação do prédio.
Em Pelotas, a presença de solos saturados com NSPT inferior a 4 exige verificar o estado limite de serviço por recalque antes mesmo da capacidade de carga.



