A planície costeira do Rio Grande do Sul, onde Pelotas se assenta, exibe depósitos quaternários com intercalações de areias finas a médias e lentes de silte argiloso, frequentemente saturadas devido ao nível freático elevado — característica típica de uma cidade situada a apenas 7 metros de altitude e cortada pelo canal São Gonçalo. Quando a compactação superficial não atinge as profundidades necessárias, o projeto de vibrocompactação surge como alternativa técnica para densificar esses estratos granulares in situ, reduzindo o índice de vazios e mitigando recalques diferenciais. A presença de solos com baixa compacidade relativa exige que cada etapa do tratamento seja precedida por uma caracterização geotécnica criteriosa, e o ensaio CPT fornece a estratigrafia contínua indispensável para calibrar a malha de pontos de vibração antes da execução.
A vibrocompactação bem dimensionada transforma areias soltas saturadas em um maciço com compacidade relativa acima de 70%, eliminando o risco de liquefação em Pelotas.



