Em Pelotas, toda obra de médio porte construída sobre a planície sedimentar da Laguna dos Patos enfrenta um desafio previsível: camadas espessas de argila mole e turfa com baixíssima capacidade de suporte. O ensaio SPT muitas vezes acusa Nspt abaixo de 3 nos primeiros 8 a 12 metros, o que inviabiliza fundações diretas convencionais e exige um tratamento de solo bem dimensionado. Nesse cenário, o projeto de colunas de brita se impõe como a alternativa técnica mais equilibrada entre desempenho geotécnico e viabilidade executiva. Antes de definir a malha e o diâmetro das colunas, é indispensável caracterizar a estratigrafia com um ensaio CPT para obter o perfil contínuo de resistência de ponta e atrito lateral, dado essencial no dimensionamento pelo método de Priebe ou por modelos de elementos finitos. A equipe técnica avalia cada projeto considerando as particularidades dos solos compressíveis da região, o histórico de recalques em obras vizinhas no Fragata e no Centro, e a proximidade do lençol freático, que em Pelotas raramente ultrapassa 1,5 m de profundidade.
Em solos com Nspt inferior a 3 e espessura compressível acima de 6 metros, o projeto de colunas de brita reduz recalques totais em até 60% quando comparado a aterros não reforçados na região de Pelotas.



