O crescimento de Pelotas a partir do porto fluvial-lacustre trouxe desafios geotécnicos particulares. As obras avançaram sobre a planície costeira do Rio Grande do Sul, onde a geomorfologia combina cordões arenosos, terraços lagunares e depósitos sedimentares quaternários saturados. O nível d'água oscilante das margens do Canal São Gonçalo e da Lagoa dos Patos, somado à presença de areias finas e siltes com baixa compacidade, torna a análise de liquefação de solos uma etapa técnica incontornável. Em projetos de infraestrutura viária, silos portuários e edificações de maior porte, o fenômeno de perda de resistência por excesso de poropressão precisa ser quantificado com rigor. Para isso, a campanha de campo geralmente parte de um ensaio CPT, cuja resolução contínua permite identificar lentes críticas que o SPT tradicional pode mascarar em perfis estratigráficos muito heterogêneos.
A combinação do CPTu com o MASW em solos saturados da planície costeira de Pelotas reduz a incerteza na estimativa do potencial de fluxo por liquefação.



