Um erro recorrente que vemos nas obras viárias de Pelotas é dimensionar a estrutura do pavimento com base em valores genéricos de CBR, ignorando a variabilidade extrema dos solos da Planície Costeira. A cidade, assentada sobre sedimentos quaternários às margens do Canal São Gonçalo, apresenta perfis de solo que mudam radicalmente em poucos metros — de areias finas mal graduadas a argilas siltosas de baixíssima resistência. Executar um projeto de pavimento flexível sem um estudo geotécnico localizado resulta, invariavelmente, em deformações prematuras, trincas por fadiga e custos de manutenção que triplicam em menos de dois anos. Nosso laboratório aplica o método de dimensionamento do DNER, calibrando cada camada — revestimento, base, sub-base e reforço do subleito — a partir de ensaios CBR e granulometria específicos de cada lote, porque em Pelotas não existe solo homogêneo, existe solo que precisa ser entendido trecho a trecho.
Em solos da Planície Costeira, o pavimento flexível não se projeta com tabelas padrão — cada quilômetro exige seu próprio perfil de resistência e deformabilidade.



